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Garantindo o acesso e permanncia
de todos os alunos na escola
Alunos com necessidades
educacionais especiais
Resumindo nossa Conversa
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Presidente da Repblica
Fernando Henrique Cardoso
Ministro de Estado da Educao
Paulo Renato Souza
Secretrio Executivo
Luciano Oliva Patrcio
Secretria de Educao Especial
Marilene Ribeiro dos Santos
FICHA TCNICA
Coordenao: SORRI-BRASIL
Elaborao: Maria Salete Fbio Aranha
Projeto grfico e copydesk: Alexandre Ferreira
Agradecimentos: Equipe Tcnica da Secretaria de Educao Especial
Tiragem: 10.000 exemplares
Autorizada reproduo total ou parcial, desde que citada a fonte.
Projeto Escola Viva - Garantindo o acesso e permanncia de todos
os alunos na escola - Alunos com necessidades educacionais especiais,
Braslia: Ministrio da Educao, Secretaria de Educao
Especial,
C327 2000, Srie 2
I 96p.: il.
Iniciando nossa Conversa
1. Identificando e atendendo as necessidades educacionais especiais
dos alunos com altas habilidades/superdotao
2. Reconhecendo os alunos que apresentam dificuldades acentuadas
de aprendizagem, relacionadas a condutas tpicas
3. Oficinas Pedaggicas: Um espao para o desenvolvimento de
competncias e habilidades na educao profissional
Resumindo nossa Conversa
CDD: 372.6
CDU: 342.71
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Material de Capacitao
Aqui voc encontra o Material de Capacitao de todo o contedo
desta srie.
O texto est formatado de maneira que voc possa facilmente
preparar transparncias para uma apresentao a seus colegas e
equipe.
Bom trabalho.
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IDENTIFICANDO E ATENDENDO
A NECESSIDADES ESPECIAIS
DE ALUNOS COM ALTAS HABILIDADES/
SUPERDOTAO
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CONCEITO
Educandos que apresentarem notvel
desempenho ou elevada potencialidade,
em qualquer dos seguintes aspectos:
 capacidade intelectual geral,
 aptido acadmica especfica,
 pensamento criativo-produtivo,
 capacidade de liderana,
 talento especial para Artes, e
 capacidade psicomotora.
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ORIGEM
 Herana biolgica
 Herana ambiental
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AVALIAO
A avaliao deve ser um processo de
cooperao entre pais, professores e profissionais
de diferentes reas do conhecimento.
Cabe:
 Aos pais - observao no cotidiano
 Aos professores - observao, em sala de aula, e
avaliao pedaggica
 Aos profissionais - avaliao tcnica, nas diferentes
reas do conhecimento
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PLANEJAMENTO/
RELATRIO DE ENSINO
 Caracterizao do aluno, em seu processo de aprendizagem.
 Descrio do conjunto de necessidades educacionais
especiais.
 Explicitao das Adaptaes de Grande e de Pequeno
Porte necessrias para atender a suas
necessidades especiais.
 Explicitao clara e objetiva das metas.
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PROCESSO EDUCACIONAL
Cabe aos gestores:
 Deciso poltica
 Planejamento estratgico das aes
 Capacitao dos professores
 Implementao das Adaptaes Curriculares de
Grande Porte
- Garantia da Acessibilidade
- Aquisio de Instrumentos, Equipamentos, Materiais
- Mecanismos de suporte aos professores
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Cabe aos professores:
 Identificar reas de potencialidades do aluno
 Observar como esto sendo utilizadas
 Planejar o ensino
 Verificar efeitos de sua ao pedaggica
 Promover os ajustes necessrios
 Flexibilidade na conduta pedaggica
 Flexibilidade na utilizao do espao fsico, materiais
e equipamentos
 Estimular potencialidades
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CONDUTAS TPICAS
RECONHECENDO E ENSINANDO
ALUNOS QUE APRESENTAM
DIFICULDADES ACENTUADAS
DE APRENDIZAGEM
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DENOMINAO
Adotou-se o termo condutas tpicas,
para evitar outros, anteriormente em
uso, que carregavam, em seu significado,
carga de julgamento e de desqualificao
da pessoa.
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QUE SO CONDUTAS
TPICAS?
1. Ampla variedade de comportamentos
2. Voltadas para si prprios:
- Fobias
- Auto-mutilao
- Alheamento do contexto externo
- Timidez
- Recusa em verbalizar
- Recusa em manter contato visual, etc.
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3. Voltadas para o contexto externo
- Agredir
- Faltar com a verdade
- Roubar
- Gritar
- Falar compulsivamente
- Movimentar-se constantemente
- Atender, mais freqentemente, a estmulos irrelevantes,
etc.
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CONDUTAS TPICAS MAIS
COMUMENTE DESCRITAS
 Distrbios de ateno: dificuldade em
atender a estmulos relevantes, do contexto
 Hiperatividade: mobilidade e agitao motoras
constantes
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 Impulsividade: respostas instantneas,
sem reflexo, anlise e deciso
prvias
 Alheamento: esquiva ao contexto externo
 Agresso fsica/verbal: aes destrutivas,
dirigidas a si prprio, a outra pessoa, ou a
objetos
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GRAU DE SEVERIDADE
A severidade do fenmeno depende dos
seguintes fatores:
 Freqncia com que ocorre
 Intensidade do comportamento
 Durao do comportamento
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DETERMINANTES
DE CONDUTAS TPICAS
 Causas biolgicas
 Causas fenomenolgicas
 Causas psicolgicas
 Causas comportamentais
 Causas sociolgicas/ecolgicas
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ESTUDO DE CASO
 Descrever o comportamento e suas contingncias,
clara e objetivamente
 Registrar os dados, formalmente
 Analisar o caso (comportamento e possveis
determinantes), com equipe multidisciplinar
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ESTRATGIAS
DE INTERVENO
 Aes organizativas
 Elaborao de Programas voltados para:
- Comportamentos em sala de aula
- Ensino de habilidades de convivncia social
- Educao acadmica
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INDICADORES DE
BONS PROGRAMAS
 Aes de interveno apoiadas por dados obtidos
atravs de observao direta, e da descrio
clara e objetiva dos comportamentos focalizados.
 Manuteno contnua do estudo da situao, e
do monitoramento dos efeitos das aes de interveno.
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 Oportunidades freqentes para os
alunos praticarem e usarem as habilidades
que acabaram de aprender.
 Tratamentos e intervenes cuidadosamente
direcionados para problemas especficos, e identificados
por uma equipe interdisciplinar, da qual
participam os pais do aluno.
 Tratamentos mltiplos (interdisciplinares) coordenados,
direcionados tanto ao aluno, como 
sua famlia.
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 Aes favorecem a generalizao das
habilidades e dos comportamentos aprendidos,
em contexto teraputico, para o ambiente escolar,
familiar e social.
 Compromisso de oferecer continuidade de interveno
para a criana, ou jovem que necessitem
de apoio e cuidado, por longo perodo de
tempo.
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OFICINAS PEDAGGICAS
UM ESPAO INCLUSIVO PARA O
DESENVOLVIMENTO DE
COMPETNCIAS E HABILIDADES
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TRABALHO
Atividade humana que faz, de cada um,
uma identidade, uma pessoa, um cidado.
ALIENAO
Ausncia de compreenso scio-histrica da
realidade, que faz, do homem, objetos, passivos
receptculos de imposies aparentemente
naturais.
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DA INSTITUCIONALIZAO
AO TRABALHO INCLUSIVO
? OBJETIVO SOCIAL
Proteger o indivduo e a sociedade
? OBJETIVO TERAPUTICO
Trabalho  instrumento de cura
? OBJETIVO EDUCACIONAL
Preparo do indivduo para o mercado de trabalho
? OBJETIVO SOCIAL
Construo de cidados
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TRABALHO, NO
CONTEXTO DA INCLUSO
Necessidade de transformao do mundo
do trabalho, de forma que este se
ajuste e se re-organize, para acolher a
todos, oferecendo os suportes que favoream
a participao e a possibilidade
de produo de todos, inclusive das
pessoas com deficincia.
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AMPARO LEGAL
 Constituio Federal
 Lei n. 7.853 / 89
 Instruo Normativa no. 5, MTPS
 Lei n. 8.069 / 90 (ECA)
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 Lei n. 8.859 / 94
 Lei n. 9.394 / 96 (LDB)
 Decreto n. 2.208 / 97
 Decreto n. 3.298 / 99
 Lei n. 10.097 / 2000
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EDUCAO PROFISSIONAL
NVEL BSICO
Modalidade de educao no formal, com curso de durao
varivel, destinada a proporcionar ao cidado trabalhador,
conhecimentos que lhe permitam reprofissionalizar-
se, qualificar-se e atualizar-se para o exerccio
de funes demandadas pelo mundo do trabalho,
compatveis com a complexidade tecnolgica do trabalho,
o seu grau de conhecimento tcnico e o nvel de
escolaridade do aluno, no estando sujeita  regulamentao
curricular. A seu trmino, dever conceder certificado
de qualificao profissional.
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EDUCAO PROFISSIONAL
NVEL TCNICO
Modalidade de educao formal, com padres
curriculares e carga horrio mnima definidos, de validade
nacional, gerando diploma e direitos profissionais.
Destina-se a formar profissionais especializados em certas
tecnologias e processos, que tenham um componente
gerencial e necessidade de mais sofisticao.
Requisito - concluso do ensino mdio.
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EDUCAO PROFISSIONAL
NVEL TECNOLGICO
Embora no seja necessariamente de carter universitrio,
 de nvel superior e tambm confere diploma.
A diferena com relao ao curso universitrio tradicional
 que este forma alunos, visando a produo do conhecimento,
por meio de um ensino voltado para a pesquisa,
enquanto que o nvel tecnolgico  voltado para a
produo de bens e de servios.
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COMPETNCIA
 Conjunto de esquemas mentais, que envolvem:
- Aprender a conhecer (a construir conhecimento)
- Aprender a fazer
- Aprender a ser
- Aprender a conviver
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HABILIDADE
 Plano imediato do saber fazer
 Tipos
- Bsicas
- Especficas
- De gesto
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OFICINA PEDAGGICA
OBJETIVO
Ensinar competncias e habilidades bsicas,
essenciais para o funcionamento
do aluno, em todas as instncias da vida
em comunidade, e especificamente, na
instncia do mundo ocupacional.
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PARA QUEM
Alunos que apresentem um problema
significativo de funcionamento, caracterizado
por dificuldades severas na capacidade
de desempenho (impairment),
na habilidade para desempenho, e nas
oportunidades disponveis para seu funcionamento
(restries para participao).
(OMS, 2001).
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MTODO
 Avaliar cada aluno, em particular,
 Identificar suas caractersticas de funcionamento
no processo de ensino e de aprendizagem,
 Identificar suas necessidades especficas, identificando
as necessidades especiais que apresenta,
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 Identificar os suportes de que o aluno vai
necessitar para poder funcionar em seu
nvel timo possvel,
 Planejar a implementao desses suportes ao
longo do tempo, implementando os suportes necessrios,
 Avaliar os efeitos de suas aes no processo de
aprendizagem, de desenvolvimento e de aumento
das possibilidades de insero do aluno no
mundo social, em geral, e no mundo produtivo,
em especial.

